CURSISTAS: Rita de Cássia L. de Q. Santos e Rita de Cácia Melo 11/12/2010
SÍNTESE DA ATIVIDADE 2 TE/CE
A nossa unidade escolar obteve no IDEB de 2007, 2.6, ultrapassando 1 ponto da meta estipulada pelo MEC, neste período não tínhamos coordenadora pedagógica, a diretora, além de todas as atribuições administrativas e sociais, assumia também o pedagógico. Já em 2009, a escola contava com uma coordenadora pedagógica, porém a meta do MEC passou para 3.1 e alcançamos apenas 2.9, apesar de ter havido um avanço de 2 pontos em relação ao IDEB alcançado em 2007, não foi possível alcançar a meta do MEC.
Diante do processo democrático, estamos revisando o PPP da nossa escola, porém a participação da comunidade escolar se mantém no âmbito da escola, ou seja tivemos a participação apenas de um representante da Associação de Moradores do bairro, isto porque o mesmo é funcionário da rede.
O regimento Escolar está sendo revisado pela Seduc que adotará um Regimento único a ser adaptado por cada unidade de ensino. Como mecanismo de representação representação comunitária temos apenas a Associação de Pais e Mestres (a UEX), que atua na gestão dos recursos financeiros, ajudando a elencar as prioridades para que estes recursos que se resumem na verba do PDDE, sejam empregados de acordo com as reais necessidades da escola.
Na ótica da gestão participativa, no sentido de garantir o envolvimento dos atores responsáveis pelo trabalho da escola percebemos a importância de ativar o Colegiado Escolar quase que inexistente, pois existe apenas uma ata de criação do mesmo, no ano 1997, que não foi implementado até o momento por não termos maiores esclarecimentos por parte da Secretaria Municipal de Educação, sendo assim, somente agora estamos revendo este aspecto.
Sabemos das dificuldades para formar uma diretoria com conselheiros comprometidos no intuito de fazer valer o verdadeiro papel do Conselho Escolar, que é de representar a comunidade escolar, viabilizando seus anseios e fortalecendo a equipe gestora nas tomadas de decisões importantes para que se tenha uma educação de qualidade.
Portanto é desafiador para a diretora envolver a comunidade escolar nas ações colegiadas quando se tem um quadro funcional com professores e funcionários pré- aposentados e pais sem preparo algum para exercer papeis de tamanha importância no processo democrático.
1-ORIENTANDO(A): Rita de Cássia L. de Queiroz Santos
2-ORIENTADOR(A): Rosana A. Falcão
3-TEMA: Relatório de andamento do Projeto de Intervenção
4-ESCOLA: Esc. Mun. Comunitária do Conj. Feira X
5-PERÍODO: 10/07 à 25/11/10
AÇÕES PREVISTAS DO PROJETO DE INTERVENÇÃO
- Reunião com a comunidade escolar para garantir a participação de todos nas decisões da escola;
- Coleta de dados das reais necessidades da escola;
- Reuniões com professores e líderes das salas de aulas para discutir a re-elaboração do PPP;
- Reunião com a comunidade escolar para analisar as reais necessidades da escola.
DETALHAMENTO DAS AÇÕES REALIZADAS ATÉ O MOMENTO
- A primeira reunião foi de sensibilização para a real participação de todos nos - procedimentos da escola;
- No segundo momento discutimos o objeto de intervenção, que ficou definido a re-elaboração do PPP. A partir daí foi realizada a coleta de informações sobre o que revisar no PPP.
DIFICULDADES ENCONTRADAS
- Resistência por parte de alguns professores e funcionários em não se envolverem nos processos da escola, por já terem uma carga horária extensa.
- Falta de tempo dos pais para comparecerem à escola.
- Adequar horários que viessem garantir a participação de todos.
- Acúmulo de funções para o gestor.
MUDANÇAS PLANEJADAS/ RELIZADAS
- Maior empenho dos professores nas atividades escolares;
- Metodologia de pesquisa a favor do envolvimento da maioria;
- Efetivação de algumas ações, fruto da proposta democrática, como a resolução de um problema antigo;
- Projetos sociais, que oportunizam a presença dos pais na escola
REFLEXÕES SOBRE A INTERVENÇÃO
O presente relatório com base nas literaturas indicadas e nas entrevistas realizadas com colegas cursistas de outros municípios /pólos, sobre boas práticas de envolvimento da comunidade escolar, discute os conceitos de descentralização que vêm sendo propostos para a educação, através da implementação do atual modelo de gestão democrática, que vem ampliar a participação comunitária na administração da escola e consequentemente na autonomia da escola pública. Nesse sentido por meio da pesquisa-ação e boas práticas de envolvimento, se reflete o tipo de participação de cada membro da instituição escolar, no sentido de resolver coletivamente os problemas encontrados.
No momento em que se prepara a escola para uma nova realidade, para um novo modelo de gestão pautado na democracia, consideramos um privilégio poder refletir sobre os níveis de práticas de envolvimento de toda a comunidade escolar. Conhecer a realidade de outras escolas, nesse aspecto é de grande relevância para se tomar decisões acertadas.
Pensar as formas de articulação utilizadas para a implementação do PI, já reflete o processo democrático que, ora se encontra em fase de implantação na escola e como continuação a re-elaboração do PPP.
Segundo Thiolent (1985), a pesquisa-ação é um tipo de pesquisa
social com base empírica , que é concebida e realizada em estreita
associação com uma ação, ou com a resolução de problema coletivo
e no qual os pesquisadores e participantes representativos da
situação, ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou
participativo.
Foi a partir desse percurso que percebemos que para propor medidas , conforme determinação do despacho conjunto , se tornava necessário, fazê-lo de forma integrada. O Projeto de Intervenção resultado visível deste relatório, integra eixos e propostas de intervenção, assim, como sugestões de articulação e viabilização para sua concretização.
Envolver a todos os atores inseridos na comunidade escolar direta ou indiretamente nas tomadas de decisões pertinentes aos trabalhos escolares, a princípio não é tarefa fácil, por questões diversas e principalmente pelo histórico de vida de cada um, isso está sendo comprovado claramente, a partir da implantação do modelo de gestão democrática e da implementação do Projeto de Intervenção, não particularmente em nossa unidade escolar, mas, na maioria das instituições escolares, confirmação obtida por meio das entrevistas que realizamos com colegas gestoras de unidades escolares de outras realidades regionais, como Salvador, Jacobina (sertão da Bahia), Santo Antonio de Jesus, Antonio Cardoso, Juazeiro, entre outros municípios.
As práticas de envolvimento da comunidade escolar são boas, porém semelhantes entre as escolas pesquisadas. Entretanto enriquecedoras nos pequenos detalhes em que se diferenciam. Considerando essa realidade e apoiadas na metodologia de pesquisa-ação, conseguimos dinamizar a comunidade escolar, isto num trabalho minucioso. A participação ativa de todos, se deu numa linha de sensibilização e re-construção do PPP de forma coletiva está consolidando a perspectiva democrática, não só na área pedagógica, principal eixo para se chegar à educação de qualidade , mas também na organização administrativa, cada um assumindo suas responsabilidades, com maior empenho e entusiasmo , devido a algumas mudanças de procedimentos da equipe gestora, que ao discutir com clareza os problemas da escola, incute em todos a importância do trabalho coletivo e harmonioso, respeitando as individualidades e limitações de todos, todavia mostrando através de reflexões e conversação que se pode superar muitas dificuldades no âmbito escolar, desde quando todos se unam num único objetivo, que é melhorar a qualidade do ensino.
Para Gil (1994), existe uma grande dificuldade de
sucesso exclusivamente através da observação, prin-
cipalmente quando a pesquisa está relacionada com
temas que envolvem conhecimento, sentimentos,
crenças, motivações, comportamento e expectativa das
pessoas. Por isso é interessante a utilização de outros
instrumentos que facilitem e enfatizem os relatos dos
sujeito, visando obter informações sobre os seus
estímulos e/ou experiências que estão expostas e sobre o
conhecimento dos seus comportamentos.
Portanto confere pois primeiro tivemos uma reunião de sensibilização para motivar a participação, no segundo momento aplicamos um questionário, contemplando vários aspectos da realidade escolar, enquanto instituição de ensino e no terceiro passo um instrumento medindo o nível de satisfação do grupo e completamos com as entrevistas realizadas com colegas dirigentes outras unidades, de diferentes regiões no intuito de conhecer boas práticas de envolvimento da comunidade escolar e foi confortante saber que mesmo realidades totalmente diferentes, as dificuldades em relação a participação efetiva da comunidade escolar são as mesmas.
Seguindo essa trajetória estamos re-construindo o PPP que já se encontra em fase de digitação e que, apresenta em seu bojo os objetivos e metas, referentes a solução dos problemas detectados de forma coletiva, num processo de pesquisa e ação colher de todos os envolvidos as informações reais dos problemas pertinentes ao fracasso escolar da maioria de nossos alunos, envolvendo-os nas responsabilidades de modo a terem conhecimento de toda a problemática e pensando juntos as soluções.
Thiolent (1996, p. 16), considera que a pesquisa-ação é
uma estratégia metodológica de pesquisa social, na qual:
- há uma ampla e explicita interação entre pesquisadores e
pessoas implicadas na situação investigada;
- desta interação resulta a ordem de prioridades dos
problemas e das soluções a serem encaminhadas sob forma
de ação concreta;
- objeto da investigação não é constituído pelas pessoas e
sim pela situação social e pelos problemas de diferentes
naturezas encontrados nesta situação;
- o objetivo da pesquisa-ação consiste em resolver ou, pelo
menos, em esclarecer os problemas da situação observada; ...
ESCOLA MUNICIPAL COMUNITÁRIA DOS MORADORES DO CONJUNTO FEIRA X
OBJETIVO: INSERIR AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM SALA DE AULA
META: PROMOVER A FORMAÇÃO CONTINUADA DE 100% DOS PROFESSORES NAS ÁREAS DAS NOVAS TECNOLOGIAS EXISTENTES NA ESCOLA, EM DOIS ANOS
O quê
Como
Quem
Quando
Recursos
Formação técnica para os professores
*Realizar levantamento dos professores com domínio uso do computador e internet *Planejar um cronograma para apresentação do blog da escola e .dos programas. educacionais aos professores *Treinamento digital e virtual para os professores. *Acompanhar esta inclusão tecnológica na escola.
ESCOLA MUNICIPAL COMUNITÁRIA DOS MORADORES DO CONJUNTO FEIRA X
OBJETIVO: MELHORAR AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.
META: ELEVAR DE 60% PARA 80% A TAXADE APROVAÇÃO DOS ALUNOS EM DOIS ANOS
O que ( ação)
Como
Quando
Quem
Recursos
Oficinas de leitura
*Realizar avaliação diagnóstica dos alunos.*Reunir com os professores para discutir asdificuldades encontradas, elaborar as oficinas de leitura.*Aplicar as oficinas de leitura trimestralmente*Avaliar os resultados das oficinas
No início o Conjunto Habitacional Dr. João Durval Carneiro estava habitado por um número considerável de pessoas, diante dessa realidade surgiu a necessidade de criar uma escola.
Sendo autorizada em 1º agosto de 1991, pelo decreto nº 5.304 com o nome de Escola Municipal Comunitária dos Moradores do Feira X. A demanda de matrícula crescia a essa altura a escola já funcionava com mais de mil alunos. Era a única escola do Conjunto Feira X, com ensino Fundamental 1.
Hoje, mudou um pouco essa realidade, existem outras escolas que oferecem o ensino fundamental.
No dia 24 de dezembro de 2009, a escola passou a ser denominada Escola Municipal Comunitária do Conjunto Feira X ,situada à rua A, S/N, Feira X, Feira de Santana, BA.
Tem um quantitativo de 449 alunos, Oferece o ensino fundamental 1 de 9 anos, desde 2007, amparada pela resolução de autorização de 02/2009 pelo CME (Conselho Municipal de Educação) e Eja, é cadastrada junto ao Mec sob o código do Inep 29094585, apresentando um ideb de 2,9.
Equipe gestora
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA ESCOLA
A composição hierárquica da escola está organizada da seguinte forma: 1 Diretora; 2 Vices-diretoras; 1 Secretária.
E o quadro funcional se compõe de: 1 coordenadora pedagógica; 10 professores e 3 estagiários; 5 agentes de apoio; 2 porteiros e 2 vigilantes.
A atual direção esta ocupando o cargo há nove anos, teve acesso ao mesmo por eleição direta, realizada a cada dois anos, tem como característica marcante o comprometimento se fazendo presente todos os dias na unidade escolar atuando na área administrativa sob as deliberações da Secretaria Municipal de Educação e resolvendo os problemas internos com muita responsabilidade, ouvindo a todos e tomando as decisões de comum acordo com toda comunidade Escolar.
Sala dos professores
ESTRUTURA FÍSICA E DE RECURSOS DA ESCOLA
A estrutura física da escola está dividida da seguinte forma: 6 salas de aula, sendo estas salas pequenas e com pouca ventilação, l sala de leitura, pequena, medindo 4x4m., 1 laboratório de informática (em fase de instalação), 1 secretaria, composta de armários com os arquivos do administrativo e duas mesas para atender a comunidade, 1 sala dos professores, contendo os armários dos professores e uma mesa grande com 8 cadeiras, uma televisão e um bebedouro, sala do diretor, minúscula, com dois computadores, duas impressoras, duas estantes, um armário e a mesa do diretor, 1 sala de quebrados, onde ficam as coisas de pouco ou nenhum uso (aguardando as providências), 1 cozinha, 1 depósito de merenda, 1 depósito para o material pedagógico, 2 sanitários dos funcionários, 2 sanitários dos alunos, 1 sanitário acessível (para alunos) e uma área onde não há espaço para envolver todos os alunos em brincadeiras ao mesmo tempo. Não temos um área coberta para realizar os eventos pedagógicos e sociais, precisamos contar com as condições do tempo para realização de tais eventos. Na verdade, a escola Municipal Comunitária do Conj. Feira X funciona num espaço cedido pela Associação de Moradores do Feira X, o que justifica toda essa precariedade em sua estrutura física.
Festa das crianças
PERFIL DO ESTUDANTE
A questão do desempenho escolar dos alunos tem sido também explicada como resultado do comportamento dos professores em sala de aula e das percepções existentes sobre os alunos.
Nossos estudantes em sua maioria são filhos de pais separados, sendo sustentados por padrastos ou mães que fazem bico (domésticas / diaristas), pessoas sem formação alguma para educá-los, e a maior parte do tempo ficam sozinhos. Por conta disso percebe-se uma carência afetiva enorme. Habitam em moradias sem infra-estrutura adequada (favelas), onde o tráfico de drogas é a saída para muitos, algumas crianças na faixa etária entre 10 e 12 anos já experimentaram maconha e cocaína (assunto frequente entre elas). São alunos inquietos, pois ao chegarem em casa deixam os materiais escolares de lado e ficam brincando na rua, este é o perfil de grande parte dos nossos alunos. A questão religiosa em nossa comunidade é composta de igrejas católicas, evangélicas e centro de umbanda. O lazer deixa a desejar, não temos opções. Existem alguns campos de futebol e duas quadras poliesportivas.
Peojeto Escola na Avenida
PERFIL DA COMUNIDADE DE ENTORNO
Nossa clientela, é constituída por alunos do bairro e circunvizinhos, bairros pobres com todas as carências retratadas nos níveis histórico-social, econômico e político. Há falta de áreas de recreação e lazer adequados para os jovens, aprofunda ainda mais a instabilidade social do bairro, aliada a falta de oportunidades de emprego, canaliza as energias da clientela muitas vezes para a violência e criminalidade, tal realidade é refletida no dia-a-dia da escola.
Em relação ao padrão de moradia se apresenta com cassas pequenas composta de um quarto ou apenas uma sala sem infra estrutura. Famílias com renda per capita menos ½ salário mínimo. O comercio local consta de supermercados, farmácias, bares, lojas de móveis, feiras livres aos domingos, etc. Quanto ao serviço de transporte coletivo atende às necessidades da comunidade servindo-a nos horários de fluxo intenso. Já o saneamento básico do bairro contempla rede de esgoto, água encanada, coleta de lixo regular, ruas pavimentadas. No que diz respeito à segurança pública do bairro precisa de atenção maior no combate a violência que cresce cada vez mais no bairro.
Contudo, a escola Municipal Comunitária do Conj. Feira X presta um bom serviço à sua comunidade, acolhendo aqueles que mais precisam e nutrindo de boas expectativas os alunos e funcionários nela inseridos. Na sua área pedagógica desenvolve as atividades observando as individualidades de cada aluno e participa de eventos realizados pela Secretaria Municipal de Educação, sendo colocada em destaque pelo seu nível de organização e comprometimento. No administrativo atende a todas as solicitações das instâncias superiores dentro do prazo previsto.